segunda-feira, 28 de setembro de 2009

bresson e a fotografia do agora



Na tarde ensolarada deste sábado fui até o Sesc Pinheiros conferir a exposição de um dos fotógrafos mais influentes do século XX, o francês Henri Cartier-Bresson (1908-2004). Uma seleção de 133 fotografias expostas resumem a obra deste artista que, segundo ele mesmo, não gostava de nostalgia e a enxergava como algo negativo. Nunca imaginei ouvir isso de um fotógrafo, mas quando se contempla a vivacidade de suas imagens, fica fácil compreender.

A história do agora, do acaso, que às vezes, de tão bem enquadradas parecem até que as cenas foram ensaiadas, tamanha sua percepção e domínio do momento. Sombras e contrastes são características de sua obra que não se deixam passar batidas. Ora nos fazem lembrar do neo realismo italiano, ora do surrealismo - movimento que Bresson admirava, e, de acordo com ele, não pelas obras, mas pela percepção do subconsciente, e, diferente de todos os artistas desse gênero, ele conseguiu extrair isso da própria realidade.

A exposição acontece até o dia 20 de dezembro. A entrada é gratuita.

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