sábado, 19 de setembro de 2009

num mundo que não criei (criaram)

Estava eu numa adega esses dias, quando no meio de um papo furado, indaguei umas garotinhas com pose de Rebelde (novela do SBT) se gostavam de Dance of Days, só pra ver até onde ia a patuscada (Collor, obrigado por me ensinar essa palavra).
Uma disse: -Ai, eu gostava, mas agora to ouvindo Guns. Não curto mais; as letras são chatas e o Nenê fala sobre muita coisa diferente, além do pessoal que não tem um visual bonito.
A outra: -É.

Gosto de Guns, não gosto de Dance of Days?!?!!?!?! Tudo bem, gosto é gosto, mas tirando pelo que veio antes e o posterior daquela converssa (sendo juiz da obviedade) elas malemá tinham mentalidade para entender o amor boçal do NX Zer0000000000; e queriam pagar de que compreendiam as palavras do Nenê Altro?!?. Amigos, não sejamos escrotos e hipocritas, o cara escreve bem pra cacete! Tem uma profundidade que aquelas menininhas, que deviam ter acabado de virar mocinhas, soprando um cigarro de cravo e "bebendo" num copo de puro colarinho, já que sequer o viravam para enchê- lo, não sacavam nem fodendo. Criticando a estética visual, o diferente (heloooow, "Blank Generation"), criticando o diferente depois de dizer, "ai, ninguém me entende em casa, sou a ovelha negra". Então saia e vá consumir, compre as contraditórias calças jeans rasgadas. Talvez daqui uns anos, pois exige a bagagem mínima de alguém que já viveu poucas e boas.

E fico fodido, sim (não literalmente), com essa pose falsa para impressionar os radicais (limitados) que só abraçam o estereótipo; valores de uma liverdade celada, vendida. Obrigatória? Espero que notem a tempo antes da frustração iminente da máscara de uma vida, queridas meninas perdidas (como eu, como você).

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