sábado, 10 de outubro de 2009

listas

Na semana passada, o site Pitchfork soltou uma lista dos 200 melhores álbuns da década (antes da mesma acabar), em que argumentou muito bem os motivos que levaram cada um a sua respeciva colocação. Tudo bem, mas daí reflito; " não é muita prepotência querer apontar quem é melhor que quem? Qual a relevância de uma lista dessas quando cada ser humano é um mundo completamente particular?" Cada um com seus gostos e tal... com bons fundamentos elegeram do ponto de vista de um reflexo generalizado da sociedade quem melhor definiu estes tempos globalizados- no caso Radiohead e seu Kid A (2.000)- em que vivemos, mas ainda assim existem muitas partes a serem analisadas, e a parte pessoal de cada um? A falha herdada da falida Teoria Funcionalista; a massa que apaga o sujeito.

No fundo, no fundo as listas são uma tentativa de enquadrar modelos. Controle. Aliadas inevitavelmente ao gosto pessoal de críticos e sua experiência de mundo; apenas SEU olhar sobre o mesmo. As listas ajudam a eleger representantes de uma geração, e a deixa sem rosto. Um Oscar que elege o melhor ator quando os concorrentes representaram papéis diferentes! Um VMB que "dá" a falsa liberdade de escolha. Pura contradição, quando podemos votar apenas em artistas escolhidos previamente. Esquema mercadológico isso sim.

Eu faço a crítica, mas confesso que sempre gostei de listas, e também que começo a querer me impor; um controle comunicativo não mais só no inconsciente, pois hoje em dia elaboro minhas próprias listas.

1° ? 2° ? 3° ?...

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