domingo, 22 de novembro de 2009

para oskar, meu maldito!


Permita que eu entre, compartilhe e sufoque nossa solidão. Eu que vivo neste corpo congelado, aprisionada eternamente nas confusões de meu tempo parado no tempo.

Tão real quanto o que você vê sou eu, sua, e por isso, agora mais leve a angustia de viver.

E será assim, nós dois, num contorno menos gélido e de mais ternura, na valsa de poucas mas confortantes palavras; declaradas e sinceras.

Me abraça com amor, porque realmente me abraça, e não a uma imagem errônea e distante, que apenas afasta e machuca.

Então fui convidada; reconhecida e salva. Então disse "obrigada", e o ouro reluziu seu brilho aos meus olhos. Voltei, me deitei, e em você encontrei meu refúgio.


*Palavras inpiradas na bela película Deixa Ela Entrar (Låt Den Rätte Komma In/ Let the Right One in, 2008).

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