segunda-feira, 23 de novembro de 2009

pra quem gosta (ou não) de futebol

Estádio por Andréia Regeni
Sábado nublado e lá vou eu fazer uma matéria (contra minha vontade) sobre o Museu do Futebol, alí, embaixo do Estádio do Pacaembu, na Praça Charles Miller. Com aquela preguiça cheguei lá com a câmera e não, não pude fotografar. “Temos que preservar nosso acervo”. Matéria sem foto? Eu quase dei meia volta para ir embora, mas não desisti. Entrei. Aquele era o último dia em que estava acontecendo uma exposição de camisas de times. Aquilo me impressionou, cada camisa tinha uma história diferente, e o mais interessante de tudo era ver aquelas camisas representando apenas o seu time, não logos de grandes marcas patrocinadoras. A minha viagem no tempo começara ali. Ao lado, uma parede repleta de botões, aqueles de futebol de botão mesmo. Lembrei de filmes, de histórias, daquelas que meu pai contava de quando era garoto...
Subindo para o segundo piso, pude ver também capas de revistas, jornais e outros periódicos de várias épocas. Visitei a sala da torcida, onde são projetadas telas com imagens de torcedores que amam seu time. Na Sala das Origens, vi centenas de fotografias que contam a história do futebol no Brasil desde 1927, englobando também fatos políticos e culturais de diversas épocas. Com legendas curtíssimas nas laterais das fotos, não pude saber quais eram os nomes dos autores daquelas obras que mais me chamaram a atenção no museu. Aliás, achei que faltou um pouco de informação textual em todos os ambientes do local. Mas a viagem ao túnel do tempo valeu a pena. Uma viagem à era do rádio homenageia os principais locutores que narravam os jogos pelo rádio, que até hoje possui seus fiéis ouvintes. No Rito da Passagem, você confere, além de imagens e vídeos de todas as Copas do Mundo em que o Brasil participou (desde 1930), fatos que marcaram a história do nosso país e do mundo, como a Bossa Nova, o governo de Getúlio Vargas, a queda do Muro de Berlim, e também me deparei com minha época: Mamonas Assassinas, Spice Girls, o Plano Real, Bichinho Virtual, a posse de Lula...
Com meu tempo se esgotando (já que o museu fechou mais cedo no sábado devido ao jogo do Corinthians), joguei uma partida de pebolim, dei uma olhadinha na vista para as arquibancadas do estádio (do qual nunca tinha visitado) e fui embora. Não vou dizer que a partir disso me envolvi com o esporte, mas com certeza passei a respeitar mais a memória do meu país, que é e sempre foi apaixonado pelo futebol.

Informações de serviço do museu em: http://www.museudofutebol.org.br/

Créditos das imagens: Andréia Regeni

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