sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

encontros com woody allen - parte 2

A primeira coisa que fiz quando cheguei ao CCBB semana passada foi pegar o meu catálogo com 477 páginas recheadas de críticas, resenhas, entrevistas, fotografias sobre a obra e vida de Woody Allen (além de um belo postêr de Manhattan). Para adquiri-lo, você pode trocar 5 canhotos de ingressos ou pagar R$ 20.


Na quarta-feira, 25, resolvi assistir a todos os filmes que estavam em cartaz, já que não tinha visto nenhum deles. The Curse of the Jade Scorpion (O escorpião de Jade, 2001) não conseguiu arrancar muitas risadas dos expectadores. Fraco. Já Manhattan Murder Mistery (Um misterioso assassinato em Manhattan, 1993) conta com Diane Keaton, fato esse que eu poderia parar de escrever por aqui, mas essa comédia/mistério é genial, você acaba se surpreendendo a cada cena com essa história que somente alguém como Woody Allen poderia ter criado, pois sabe trabalhar muito bem e com muito bom humor quando o assunto é morte. A Midsummer Night’s Sex Comedy (Sonhos eróticos de uma noite de verão, 1982) passou batido. Fechando o dia com Love and Death (A última noite de Boris Grushenko, 1974), também com Diane Keaton, é um dos primeiros filmes do cineasta, mas ao contrário de Bananas, por exemplo, não faz o gênero da comédia pastelão. Ótimo roteiro, ótimos diálogos.

Já no sábado, 28, tive a oportunidade de assistir ao primeiro filme (se é que posso chamar assim) de Woody Allen, What’s Up, Tiger Lily? (O que há, tigresa?, 1966). Fui sem saber do que se tratava e tive uma surpresa. Allen faz a dublagem apenas de um filme trash japonês (me corrijam se estiver errada), o nome original ele também não cita. É de morrer de rir, pelo menos pra quem gosta, por exemplo, de Tela Class, do Hermes e Renato, programa em que eles faziam o mesmo, aliás, acho que esse filme deve ter servido de inspiração, não?

Essa semana, 2, assisti Celebrity (Celebridades, 1998), em preto e branco (não consigo gostar de filmes novos em p&b, soa tão artificial). Allen não atua neste filme que, ao mesmo tempo que nos faz rir, consegue deixar uma crítica sobre a futilidade de repulsivos astros norte-americanos. Qualquer semelhança é mera coincidência.

Em seguida Husband and Wives (Maridos e esposas, 1992, foto acima) me pegou despreparada. Neste mesmo ano Mia Farrow e Woody Allen se divorciam (escândalo Soon-Yi Previn), o filme é lançado em agosto e a separação ocorre em setembro. Apocalíptico porque no filme, Mia e Woody encenam um casal que no final, acabam se divorciando. Acredito ser um dos filmes mais bem escritos e mais intensos do diretor. Quando se fala neste longa, ele em si, não é a primeira coisa que vem a cabeça, mas sim uma série de fofocas, escândalos, etc. Portanto, antes de assistir, não quis ler nada a respeito para que a história que Allen viveu não influenciasse a história do filme.
Muitos não gostam dos momentos em que Woody Allen tenta ser sério, ou mais reflexivo. Eu até entendo, mas essa obra é realmente um caso a parte. É biográfico, ou mais biográfico do que os outros filmes, portanto, natural.

Nenhum comentário:

Postar um comentário