domingo, 24 de janeiro de 2010

resgatando terras



Ontem fui parar em um lugar onde fazia tempo que não ia: meu esconderijo secreto. Fiquei feliz quando cheguei porque tudo estava do jeito que eu havia deixado da última vez. Para relembrar o caminho não precisei sequer fechar os olhos, na verdade, os mantive bem abertos, fixados na tela do cinema. Assisti ao longa dirigido por Spike Jonze, Onde vivem os monstros, adaptação do livro infantil do escritor/ilustrador norte-americano Maurice Sendak, Where The Wild Things Are (1963).

A história de Max não é muito diferente das de outras crianças (mas crianças de que época? Na sala de cinema 99% das pessoas que estavam assistindo ao filme eram adultos, crianças que não cresceram, entenda como quiser). Após uma briga com sua mãe o garoto parte para uma aventura imaginária, daquelas, que costumávamos ter há bons anos, e encontra criaturas fantásticas. Max se torna rei da terra explorada por sua imaginação.

Onde vivem os monstros resgata todos aqueles sentimentos de euforia e medo que sofremos quando crianças, fazendo-nos querer resgatar aquela terra perdida no tempo, aquela terra que sempre foi nossa e nunca nos demos conta. Nos emociona com a ótima trilha sonora de Karen O. (líder da banda nova-iorquina Yeah Yeah Yeahs) e um conjunto de vozes infantis: Karen O. And The Kids.

Quero ser breve aqui para não cair na pieguice, mas Onde vivem os monstros tem todas as chances para se tornar um clássico do cinema infantil, que, hoje nem parece mais ser feito para crianças, mas para quem já foi criança, daquelas, que gostam de se sujar e não chegaram a conhecer, por exemplo, a internet. Porém fico na torcida para que mais crianças assistam a esse filme e se tornem reis de sua imaginação novamente.

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