quinta-feira, 13 de maio de 2010

o eterno caso de amor de woody allen



O que vou contar aqui não é novidade pra ninguém. Mas quando assisti Tudo pode dar certo (Whatever Works, 2009), último filme de Woody Allen gravado em Nova York, pude sentir o mesmo entusiasmo que Woody Allen demonstrava em filmes como Manhattan (1979), por exemplo, ao descrever a cidade norte-americana. Claro que o roteiro de Tudo pode dar certo ajuda e muito a criar esse clima nostálgico, nos fazendo lembrar de antigas obras do diretor, já que o roteiro foi escrito em 1977. Mas acredito que a data não importa, já que, depois de 32 anos o filme chega às telas com o mesmo frescor, com o mesmo ritmo que víamos Woody Allen narrando na década de 1970.

Larry David encarna Woody Allen de forma, desculpe o exagero, impecável. David interpreta o físico ranzinza Boris Yellnikoff, que vive a criticar a raça humana e num momento inesperado de sua vida encontra uma garota que pensa de forma totalmente oposta a ele. A garota fugiu de casa e começou a morar com Boris. Logo, sua mãe e por final seu pai vão para a cidade também.

Todos os personagens da família sofrem mudanças, ou se revelam no decorrer da história, graças à Nova York e suas possibilidades. Woody Allen mostra que está falando sobre algo que o pertence, e, mesmo demonstrando tanta paixão pela cidade, ele ainda consegue satirizar alguns “tipos” que surgem em qualquer metrópole, como pseudo-intelectuais e os estereótipos que inventam para definir o que é arte ou não e até mesmo sobre o conceito de felicidade.

Mas por trás de tanto sarcasmo pode-se dizer que Tudo pode dar certo é um filme feliz a primeira vista, se você não desconfiar do final forçado em que Boris tenta se suicidar cai em cima de uma vidente e acaba ficando com ela.



Leia também a cobertura que fiz na mostra do cineasta ano passado no CCBB:


encontros com Woody Allen - parte 1


encontros com Woody Allen - parte 2

encontros com Woody Allen - parte final

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