terça-feira, 7 de dezembro de 2010

recortes surreais e subjetivos

Os Famosos e Os Duendes da Morte

Sinopse: Um garoto de 16 anos, fã de Bob Dylan, tem acesso ao restante do mundo apenas por meio da internet, enquanto vê os dias passarem em uma pequena cidade rural de colonização alemã, no sul do Brasil. Até que uma figura misteriosa o faz mergulhar em lembranças e num mundo além da realidade...

"Hey! Senhor Tocador de Tamborim,
toque uma canção para mim,
Não estou dormindo, e não há lugar onde eu possa ir.
Hey! Senhor Tocador de Tamborim,
toque uma canção para mim,
Na aguda manhã desafinada eu o seguirei."                
                           Bob Dylan - "Mr. Tambourine Man"


Os Famosos e os Duendes da Morte é um filme que dialoga com a sensibilidade da geração que se liga nas redes sociais imperativas e grandes rainhas do tempo nesse século 21. Esmir Filho (diretor do sucesso da Internet Tapa na Pantera), dá vazão, e com muita sensibilidade ao universo por qual todos nós passamos em momentos de nossa vida, no qual o vazio existencial e a agonia por uma liberdade à qual nem sabemos nomear, ilumina uma viagem melancólica e fria, que pode ser lida de tantas formas que acabamos por nos perder de nós mesmos em busca de um novo despertar.

Esmir se utiliza da mistura do granulado do vídeo online com o real para passar um conflito silencioso e de forma sensorial baseado na obra Música para Quando as Luzes se Apagam, do também ator do longa Ismael Caneppele.

Na fuga do tempo, o duende da morte caminha numa ponte surreal, no vento de vidas que se cruzam e sentimentos que se partem, mas que para aprender a se partirem, é preciso não restar cacos pelo caminho. A viagem dura o tempo de um pensamento, uma ideia que não se encerra, mutante e distante, apenas em mil recortes; de uma fotografia, um vídeo, um abraço, um trago. Na palavra infinita, tão sureal como o próprio sentimento que nem pode ser escrita, apenas uma ideia primitiva, que sempre existiu.

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