segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

lutas reais


Com a proximidade do Oscar, na opinião de quem vos escreve, um dos prêmios mais medíocres da indústria cinematográfica, é hora de falar das estrelas que podem brilhar este ano. Mas vamos falar por merecimento, e não só por milhões de libras investidas e tecnologia que encobre do espectador o distanciamento do cinema - arte.

Para começar vamos falar de "O Vencedor" (The Fighter), daqueles diretos e sem rodeios desnecessários. Baseado em uma história real, o longa conta a derrocada de uma jovem promessa no esporte, Dicky Eklund, cujo maior feito na carreira aconteceu em 1978, ao "derrubar" Sugar Ray Leonard, em uma luta que acabou perdendo. Mas que vê sua vida visitar o fundo do poço ao se viciar em crack. Agora é seu irmão, Mick Ward, treinado por Eckund, quem carregará o sonho do boxe junto ao fardo de toda uma família cheia de amor vampiresco.

É exatamente essa a vantagem do longa; a falta de grandes pretenções. O filme tem pinta de produção para TV, mas se destaca pelas atuações do trio de ferro Mark Wahlberg, Melissa Leo e Christian Bale. E palmas para Bale, que arrebenta na pele de Dicky Eklund. Aliás, pele, trejeitos, voz e tudo mais. O ator realmente incorpora como pouco já se viu no cinema, dando fôlego ao filme em seus momentos medianos.

Wahlberg funciona muito bem dando espaço e funcionando como âncora para Bale, que com certeza arrecadará, e com todo merecimento, muitas estatuetas este ano. De resto não há muito o que falar do longa, que não será uma das grandes surpresas de sua vida, mas o fará dar boas risadas nas absurdas brigas de famíla e saltos pela janela de Ecklund, tentando fugir da mesma, já aluciado. Enfim, um bom filme que vende o que é, e por isso não decepciona.

Um comentário:

  1. Hey! Grande resenha! Bom filme, boa companhia e Bale deixando todos nós desacreditando mais uma vez.
    Cheguei em casa e percebi o QUANTO minha família é bonita.
    Bjão, parabéns. Ane

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