quarta-feira, 2 de março de 2011

herói trancado no amor caído

Com letras bem humoradas e indefiníveis enquanto canção (Jovem Guarda, pop, rock, ciranda com a criançada), o ex Querosene Jacaré, Ortinho insere uns metais aqui, mais um pianinho acolá em algumas passagens, e convida músicos classe A - veja Jorge Du Peixe, Edgard Escandurra, Dengue, dentre outros para realizar este excelente Herói Trancado.

Sem medo de ser feliz, o cara se abre, se expõe  das entranhas do amor calado e desfila um banquete de músicas do sentimento mais famoso e desejado do mundo.


O "heroi trancado" está condenado a vida sem você pelo resto da minha vida; não exita em confessar o cinza que deixou pela garota para revelar o colorido em seu coração. Um poeta do mundo do alto de seu aprisionamento metafórico, envolto por sentimentos estranhos, na passagem, pronto para serem vividos? intactos, convertidos numa estranha saudade do mundo entre o desejo de experimentar, não! ainda entre sucatas, ferrugens mal cuidadas.

Dentre os "outros" citados no primeiro parágrafo, quanto aos convidados temos um sempre potencializador Arnaldo Antunes: mais peso ao pesadelo real de um dia tomado por memórias e a incapacidade de alcançar qualquer coisa sem a referência do lado agora frio da cama.

E por fim crianças entoam uma ciranda simples como tudo na vida, para encerrar um álbum de rock direto, das antigas e sem pretenções, por estar maduro em seu estado, natural. Com redundância, Herói Trancado é heróico, de carne e ossos, sujeito a apodrecer, ser quebrado e silenciado.

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